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Ministério da Saúde e Cufa fazem “faxinaço” nas periferias de Salvador

Ação de mobilização para prevenir e eliminar focos do mosquito transmissor do vírus Zika acontece neste sábado (7) e domingo (8), com a participação dos rappers MV Bill e Nega Gizza

O Ministério da Saúde dá prosseguimento neste fim de semana, em Salvador (BA), a mais uma etapa da mobilização de combate ao Aedes aegypti. O Faxinaço #ZikaZero é uma parceria do Ministério da Saúde com a Central Única das Favelas (Cufa) e já foi realizado na cidade do Rio de Janeiro no mês passado. O objetivo é mobilizar os moradores das periferias de todo o país a fazerem ações para prevenir e eliminar possíveis focos do mosquito transmissor do vírus Zika, da dengue e da chikungunya.

“Com essa ação, queremos manter a população mobilizada. Para isso, estamos articulando ações conjuntas com diversos setores da sociedade, como a Cufa. Assim, moradores dessas localidades serão multiplicadores das ações e, no contato direto com os vizinhos, irão informar e conscientizar  sobre a importância de identificar e eliminar os focos do mosquito”, ressalta o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Antônio Nardi.

A abertura do evento será neste sábado (7), no Tororó, e contará com a presença do diretor do Departamento de Articulação Interfederativa, Washington Luiz Abreu de Jesus, do rapper MV Bill, além de DJ, e dos grupos Ilê Ayê, Dança Afroquilombo e Samba Tororó. No período da tarde, a ação segue no Mussurunga 2 e, no domingo (8), acontece no bairro Cosme de Faria, com a participação da rapper Nêga Giza. Neste mesmo fim de semana, as ações também ocorrerão nas periferias de Salvador e continuarão no mês de maio em mais duas capitais do Nordeste: Recife (dias 21 e 22) e João Pessoa (dias 21 e 22).

“Precisamos motivar as comunidades a terem acesso às informações necessárias no combate e à adoção de práticas para a manutenção dos ambientes limpos e seguros do mosquito. Com o envolvimento das comunidades dessas periferias estaremos intensificando a mobilização contra o Aedes aegypti”, destaca o diretor-presidente da Cufa, Celso Athayde. 

O Faxinaço #ZikaZero vai contar com um grupo de pessoas da própria comunidade, entre líderes comunitários, profissionais de saúde e educação, que visitarão as residências para identificar possíveis focos do mosquito e eliminá-los. Os moradores serão convidados a integrar o grupo e continuar a vistoria nas casas dos vizinhos, formando uma corrente de mobilização. Serão distribuídos panfletos informativos sobre prevenção e combate aos criadouros, além de material para auxiliar a limpeza, como luvas, buchas, escovões e baldes. 

As ações de mobilização em todos os setores e esferas públicas fazem parte de um dos eixos do Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes aegypti e à Microcefalia, lançado em dezembro de 2015 pela presidenta Dilma Rousseff. A ideia é aproveitar o conhecimento, recursos humanos e outros tipos de apoio para integrar as ações de combate ao mosquito, ampliando a mobilização para além do setor de saúde. 

MOBILIZAÇÕES – Entre as ações já realizadas contra o Aedes aegypti, estão a Semana da Família na Escola, que envolveu estudantes, profissionais da educação e familiares dos 223 municípios considerados prioritários para o combate ao mosquito. Outra ação envolvendo o ambiente escolar foi a Semana Saúde na Escola, que contou com a participação de mais de 18 milhões de estudantes, em 4.787 municípios, envolvidos em atividades contra o Aedes.

Também no mês de março aconteceu a mobilização em todos os prédios da administração pública. A iniciativa contou com a checagem das instalações prediais e serviu para intensificar as vistorias nos imóveis federais, que já vêm sendo realizadas de forma permanente desde o dia 29 de janeiro. A atividade contou com a participação de todos os órgãos do Governo Federal, envolvendo ministros, presidentes de empresas, bancos públicos e autarquias.

No dia 13 de fevereiro, foi realizado o Dia Nacional de Mobilização contra o Aedes aegypti, quando ministros e gestores públicos vistoriaram 2,8 milhões de imóveis, em 428 municípios. A ação contou com 220 mil integrantes das Forças Armadas, agentes comunitários de saúde e agentes de controle de endemias. Ainda em fevereiro, a Mobilização Nacional da Educação #ZikaZero reuniu ministros, governadores, secretários de educação e militares das Forças Armadas, nas capitais brasileiras e 115 municípios prioritários, aproveitando o período de volta às aulas para incluir nas comunidades escolares ações de combate e prevenção. 

MICROCEFALIA – Até o dia 30 de abril, foram confirmados 1.271 casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita, em todo o país. No total, foram notificados 7.343 casos suspeitos desde o início das investigações, em outubro de 2015, sendo que 2.492 foram descartados. Outros 3.580 estão em fase de investigação. Dos casos confirmados, 203 tiveram confirmação laboratorial para o vírus Zika.  No mesmo período, foram registrados 267 óbitos suspeitos de microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto ou durante a gestação (abortamento ou natimorto) no país. Destes, 57 foram confirmados para microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central. Outros 178 continuam em investigação e 32 foram descartados.

Fonte: Ministério da Saúde
 
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